“— Você é anormal menina. Eita, o que ele fazia de tão especial? Tipo, sei que não é fácil esquecer, mas gostar às vezes é estranho…
— Não fazia nada…Eu só.. Só gostava, entende?
— Mas porque gosta “às vezes” dele ainda?
— Por gostar. Me apeguei à ele como nunca me apeguei a ninguém…Prendi e não quis mais soltar.
— Entendo. E ele, por onde anda?
— Pelas ruas de um Porto, caçando borboletas em estômagos vazios, fazendo espelhar aquele riso viciante nos vidros dos carros e nas poças d’água… Amando mulheres, garotas, meninas… Amando todas, menos à mim.”
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